quarta-feira, 28 de novembro de 2007

dos experimentos

E para que me deram esse corpo senão para experimentar?
Pintar beber trepar
ver até onde essa porra agüenta.

-pena que me foi dado um só, tenho morte e degustações pra meter nuns três-.

E de que me serve essa vida senão para provar desgostos antipatias e construir imagens ácidas
Estômago comprimidos platô
Eno


De que me valeria essa porra de angustia que me consome, senão para apreciar e sorver o que me desordena
Ultrapassar noites intransponíveis

Eu não quero consolo, não quero a merda do teu colo

–dos meus desgostos sei eu-

Antes preciso provar
o improvável
Conciliar contrários
Dormir sem calmantes

É tudo plástico descartável e incrivelmente dispare
Desespero agradável e esperado


É ser só quando se quer
E quando cansar
Finge e fim

Espero pelo mal
Mais do que pela inútil esperança de que atendam meus gritos silenciosos de clamor.


Muito drama pra pouca bosta.

Fim.
E uma ode ao rivotril.


natalia razuk vulgo essa aí

2 comentários:

castalia disse...

bem que o capilé disse que você escreve muito.

besos, chica.
Castalia

toscoeventre.blogger.combr

ana paula disse...

SUCESSO TOTAL...ESSA AI É DEMAIS!!!