quarta-feira, 29 de outubro de 2008

tentando organizar sonhos


Noiva enlouquecendo com preparativos do dia sonhado, vivendo em uma fantástica fabrica de fantasias, em meio a laços, tecidos e rendas no adorável delírio de ver o vestido desejado tomar forma, embriagada com sabores experimentados nas degustações dos doces, o jantar, o bolo, emocionada e confusa com a árdua tarefa da escolha das músicas da cerimônia, - de quantas músicas é feito um casal apaixonado? - flores feitas de papel, de tecido de escama de peixe, a cor do papel que embrulhará o doce que tem o nome da felicidade, bem casados, às vezes frustrada por não conseguir dar conta de tudo, por terceirizar tarefas que queria fazer com minhas mãos, cada laço dos convites, cada caixa das lembranças, extasiada tentando organizar sonhos, sentimentos e suspiros.

sábado, 4 de outubro de 2008

e é sabado, e meu marido voltou

cama, cafés, conversas
caminhos, cafuné,
cócegas, carinho, confissões
comidinnhas, cervejas
cobertas, cobertor
e cumplicidade cumplicidade e cumplicidade

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

falta o básico

Estou de regime, há exatos 39 dias, tá legal o feed back corporal, emagreci 6 quilos, isso é interessante, quase animador, mas, estou sem beber, pelo regime, mas antes por causa de um problema de saúde, uma doença mesmo, sem poesia vai, que não estou a fim de contar agora. É chato, não tem graça, nem ritmo, nem porra nenhuma, só tristeza. Ficar sem beber ta me fodendo.

Eu estou com fome, muita fome, e fome é um tesão dos mais básicos, vai-se ate a comida e come, sem pensar sem regra, sem porra nenhuma.

Mas de regime não é assim, passo o dia pensando no que vou comer. tem gordura? É calórico? É saudável? Não, é uma merda.

Invisto mais tempo em comida agora do que quando comia.

E agora eu quero comer churrasco, daqueles que duram o dia inteiro, com muita cerveja e (final censurado)

Eu quero!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

cuspindo pérolas...
a porcas principalmente

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

assim e assado

sou de repente
bote de serpente
inquietação de pesadelo
deserto
o toque do incerto
som de caneta, de escrito
grito do maldito
aperto do peito, do abraço
sobressalto
sussurro
vocábulo ácido
derivação, decorrência
dedução mutável sem permanência
palavra solta que encontrou frase certa
sua
suave e submissa

Pelo dom do grito, o poder do surto e a alegria de chamar a atenção NRC

terça-feira, 26 de agosto de 2008

das angústias de sexta feira

Uma tarde típica de inverno, céu azul sombra fria,
Sexta feira sem intenção nenhuma
O final de semana estava aí
Enquanto caminhava para casa, ia matutando o quanto é importuna, essa obrigação de prazer

como se fosse ordem

Está decretado
Todos para a esbórnia, badalações
Você tem que se divertir
Muito, no mínimo


eu só queria dormir

Tive uma semana sacal, uma balada errada na terça, e nenhum dinheiro no banco

E foi no meio desses milhões de pensamentos que você surgiu
A mesma aparência,
aquela fisionomia sempre tão familiar
Aquele seu quase sorriso, seu jeito de quase feliz
e nisso
um cheiro invadiu meu caminho
Era o mesmo aroma,
E foi me tomando brutalmente
Incontrolável ingovernável irrefreável
Aquele odor cinza, poluído, doente
O bálsamo do seu sexo
No mesmo instante fui assaltada por aflição, agonia, amargura, e angústia
Lembrei-me que esse perfume que um dia me trouxe vida
Também quase me matou
As recordações, mais que reais eram tangíveis, tocáveis

Saí correndo
Corri para casa [com aquelas sacolas horrorosas do pão-de-açucar]
Corri como se fosse pra fugir das lembranças
Como se pudesse inodorizar o mundo

[merda, eu sabia que essa semana ia ser péssima]

Tranquei-me no quarto e chorei
Chorei por horas
Chorei, pelo amor perdido,
Pelos sonhos desfeitos,
Pelo tempo que passou,
Pelos homens que não conheci
Pelos porres que não tomei, pelos que tomei

Por saber que durante toda minha vida, só fiz o errado, até quando queria fazer o certo.

Chorei porque a dor que já fazia parte de mim
Parecia crescer sem parar

Chorei chorei chorei
[e sim, fiquei com dó de mim]

Tenho chorado tanto ultimamente
Mas a música acabou, garota
Ninguém mais canta minha dor
E é hora da novela.

E quem sabe
parar de drama e me decorar,
Afinal é sexta feira e você tem que vadiar.

domingo, 24 de agosto de 2008

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

sem titulo

me espera eu vou voltar.eu não minto.não pra você.minto pra mim.me espera.ali.na janela.com sorriso.flor na lapela.sorrindo.dizendo.é ela.
você e só você conseguirá me reconhecer.vai encontrar no fundo dos meus olhos tristes algo que ainda existe.não sei o que é.mas ainda ta lá.arraigado na alma. naquele fundo mais fundo e tão fundo que nem eu consigo chegar.você sim.me espera.eu volto.não posso lhe precisar quando.nem por qual caminho virei.mas se tu tiver me esperando.eu voltarei.quem sabe pra ficar.ou para dizer que não fico mais.

mas eu preciso que você me espere.


amor eu voltei.andei por estradas tortuosas que me levaram até onde quis.fui até la.senti o cheiro da merda e me imundei nela.foi lá sentindo aquele puta fedor.que aprendi ter saudade.a você. a janela. a flor.



me quer?
já me limpei.
me arrumei.
voltei.


a você que sente meu azedo quase doce,meu néctar de podridão,e ainda me abraça e diz que sou a melhor mulher do mundo

terça-feira, 19 de agosto de 2008

pra dizer a verdade

Pra dizer a verdade
Era tudo mentira
tudo
o cheiro
a pele
o amasso


Pra dizer a verdade
a verdade mesmo
a gente nunca se amou
nunca tivemos noites intermináveis
nem abraços infinitos
era tudo mentira
mas


Pra dizer a verdade
verdadeira
só a verdade
nada daquilo foi real
acreditamos nas mentiras que nós inventávamos
nunca houve nós

::gosto de nós::

Pra dizer a verdade
Nunca achamos que existisse no mundo
Duas pessoas tão maquiavelicamente iguais
Mas existem
Ah, existem


Criamos um mundo
Construímos um castelo
Cultivamos o ódio (o que talvez, pensávamos ser amor)
Conquistamos má fama


Arquitetamos enredos
Amontoamos conversar
Armamos casamento

Pra que?


Acabamos sozinhos


Pra você que me lê e é de verdade

ficha tecnica poema abaixo

estive morta, isolada em um canto que gelou meus pensamentos, congelou sentimentos, gelei tanto que achei que não voltaria.
Foi minha Sibéria emocional, Sibéria que ás vezes queimava com o verão da Zâmbia.
Conceitos foram vistos, revistos e reorganizados.
Lá me reencontrei com Plínio*, ótima companhia para os momentos de cachaçadas, Murilo** me levou fundo ao surreal de minha alma. E esteve ao meu lado esse tempo todo, meu amado, agradeço profundamente a ele e sua paciência sem fim, dos meus surtos recolhidos as cabeçadas na parede aos cortes em meu corpo e alma. Meu marido***, o homem mais incrível que conheço.

Voltei a vida por vocês três e para desorganizar a cabeça de quem ainda sonha com versos encantados.

*Plínio Marcos
**Murilo Mendes
***Luiz A. Capilé Charbel

da minha volta

Senhor, livrai-me da norma culta
Adulta
A forma que não insulta
Me libere das métricas perfeitas
E do vocábulo letrado
Deixe me abandonada aos erros ortográficos
Graves descuidos gramaticais
Ao poema livre
Quero entregar-me às palavras de baixo calão
Cultuar o palavrão
Escrever como aqueles que compõem sangrando
Escrevem morrendo
A língua do caes
Do caos
Entrego a merda poemas pueris, infantis
Corrigidos e revisados
Não vou nem passar pelo amor
Quero a vida fudida
A sacanagem
O cheiro de mijo do centro de São Paulo
Nada de versos planos
Retos concretos
Quero a beleza do puta que pariu
Da rima barata
Dos carteados de mesas de bar
Senhor, livrai-me da felicidade





Aos que se alegraram com minha breve morte,
Sinto informa-los que voltei
Mais fértil
Menos sensível
Voltei com a filha da putagem de companhia
E estou aqui
De pernas abertas, esperando ser caceteada


domingo, 10 de agosto de 2008

estou feliz...e agora?

está tudo estranho
hoje é domingo e eu estou curiosamente feliz
sim, aquele tipo esquisito de felicidade que algumas pessoas (estranhas) dizem ter
uma felicidade leve
tranquila
um regalo
um dia de sol e brisa leve
como chuva e um dia de cama
como aquela alegria de acordar pela primeira vez ao lado do alguém que foi tão desejado
mas voltando ao domingo
essa felicidade silvio santos é um tanto heteróclita
tanto quanto essa palavra achada em dicionário online
domingo não é dia de ser festivo
o certo nesse sétimo ou primeiro dia da semana é sofrer
acordar de ressaca
maldizer a televisão
a segunda feira que esta por vir
chorar quando escuta a musica do fantástico
fuçar blogs legais e só achar os piores (c0mo esse)

mas não é o que se sucede
acordei, almocei com meus pais, tomei umas cervejas
andei na avenida paulista
comprei uma flor para o cabelo
voltei para minha casa lépida risonha satisfeita

está tudo estranho
o dia maldito esta acabando eu continuo daquele jeito
estranhamente feliz

não estou sabendo direito como lidar com isso

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

lobos uivam em minha já funesta mente
demente

terça-feira, 5 de agosto de 2008

medos

eu tenho dragões dançando no peito
eu queimo
e a tentativa de salvação é sempre frustante


eu tenho um amor
dinheiro no banco e uma angustia que me paralisa

quisera eu que fosse só piti de mulher metida a artista
começa com uma dormência na mão
na cabeça
esquenta, calafrios
calaquentes
e o sinal fatal
estomago a partir daí é medo medo e medo
medo de tudo e tudo mais
do real e do que crio
medo


"aquilo que mais temo me sobrevém" é biblico e é isso que penso

quarta-feira, 9 de julho de 2008

é a cara dessa pagina em branco o que me mata

segunda-feira, 30 de junho de 2008

casamento!




E depois de um tempo, vem o papel assinado
O contrato firmado
Outorgado, imputado
Mesmo sem ser necessitado
Anseios sacramentados
Impreterível, inevitável, irresistível.
Vontades imperativas surgidas de sentimento
Impositivo, sem sentido, dominativo
Amor conclusivo definitivo
Alvo acertado, caminhos marcados.
Não pela força do escrito, e sim pelos meios tortos como foi traçado
Pelas duras penas, hoje mais amenas
Pelo tudo enfrentar sem pestanejar
Eu assino
Me declaro sua em carne osso sangue
Tu assinas me dá seu nome sua força seu sêmen
E assim seremos um
Está escrito.
E fim!

domingo, 22 de junho de 2008

um scrap a uma desconhecida amiga de madrugadas ressaquiadas

eu na verdade me cansei de grandes anseios
hoje quero tudo, e só
o mundo aos meus pés
meu marido na nossa cama
uma boa dose de conhaque
um pouco de inspiração para tentar escrever o que já nem sei mais se é
uma gorda carreira
não quero tentar nada, nem me conhecer
conhecer essa merda pra que?
vou seguindo e sendo o cada dia me é proposto a ser
ou não sendo quando chapada de calmantes me entoco na toca depressiva que transoformo a minha mente
eu nem seu se quero, só sei que cansei que questionar
vou andando caindo bebendo
se der eu levanto senão me deito por ali e fico

domingo, 15 de junho de 2008

a presença enlouquecedora que sua falta me traz


É a primeira vez e sempre existirão essas estréias e nunca me encontro preparada a elas, a ausência da sua presença é tamanha que preenche a casa, toma todo o ar, sufoca, transborda meu coração e meus olhos atolados de lagrimas doídas e quentes que insistem em não parar de cair, é palpável e enlouquecedor e possuo animo agora apenas para assistir o mundo através desse amor, da nossa janela, de debaixo da nossa cama; e o eflúvio, a exalação, o calor atormentam um incontável numero de sentidos, sua voz me chama no rádio, mas sinto como se me faltassem dedos, escassa de vocabulário é tudo um excesso de coisa nenhuma, falta, falta uma coisa, falta você aqui no meio das minhas pernas.falta o movimento dos corpos, o cheiro do banho, o som da voz do seu violão, e são apenas horas , horas eternas de uma angustia que cessará no momento em que aquela porta abrir. Estarei aqui, olhando pela janela, embriagada de saudade volúpia e desejo.

Volte sempre meu amor, estarei te esperando sempre, com o coração apertado e as pernas arreganhadas!