segunda-feira, 5 de maio de 2008

meu muso

Devoro-te com a formidável gula de um gordo e o desespero de um faminto etíope, com minhas garras, rubras agulhas que te agarrarão com a força e a volúpia de um desejo quase animal, visceral, desesperado. Fazer-me líquida pra ti, aquele liquido primal, que te lembrará um sabor de infância e inomináveis paladares, com uma malicia lasciva, pervertida, sem parcimônia, e um milhão de estranhos e fortes aromas que exalaríamos pela pele, poros, meu coro lambuzado de seus fluidos e um sem numero de desejos satisfeitos, vergonhas desfeitas, seremos perfeitos, semi-deuses antropófagos a se enrolar entre luxuria, preguiça e gula, e sabores mesclados impuros , azedos e doces, como em uma mágica e eterna experiência onde degustamos amor, sensações ludicidades, realidades mirabolantes, e uma prudência lunática me toma enquanto me toas nesse sono de vida doce e realidade devaniadas. Nossa vida e tanto amor pra ser vivido!

domingo, 4 de maio de 2008

wish list da semana

eu preciso de uma faxineira de um terapeuta de uns livros novos tomar champagne dançando Bowie com meu marido e de uma galocha chooka
http://www.chookaboot.com/

ah, tô pensando no meio disso tudo em ter um filho, ele vai usar roupas bacanas e aprender francês bem cedo
vai pode ver televisão sim, acho cafona mãe que proíbe tv, that's life, e ele vai saber como é o mundo, vai usar roupa de criança, e vai falar palavrão.


é isso que eu quero essa semana.

Ah, se o Flamengo for campeão do campeonato carioca vai ser bem legal e eu vou comemorar com cervejas e sexo

sábado, 3 de maio de 2008

nem sei se é
se foi, sei que aqui estamos, nossa casa

eu estou ouvindo Bêbados Habilidosos (não sei por link, procurem)
feliz que tô


sefodê, nem consigo escrevê, locona quetô quetamos quitutes
hohoho
e nem é papai noel

sexta-feira, 2 de maio de 2008

depois disso tive um surto e fui pra cima, e rolo e tapa e choro e colo.

se eu continuar assim vou acabar tudo, e comigo.

e mato

estranhamente um monte de merda povoa minha cabeça atormentada, merda

muita merda



mandei roupas, e os edredons (frio, seja camarada e espere meus edredons) para a lavanderia, como se pudesse lavar minha alma podre



te ama

terça-feira, 29 de abril de 2008

essa britadeira ainda me mata

segunda-feira, 28 de abril de 2008




resultado, celular quebrado, desmaio e diversão, então tá valendo

domingo, 27 de abril de 2008

esse merda de tormento vai conseguir me foder, me matar, que caralho, tá tudo indo bem meu, eu ganhei dinheiro, eu tatuei, meu marido é gostoso e apaixonado, nossa casa é linda,e eu to aqui na mesma miséria emocional, aquele maldito nó que sempre sobra na garganta, aquela ausência no peito, esse excesso de coisa nenhuma.

sábado, 26 de abril de 2008

exercício de disciplina

eu sei que não devia abandonar que não é legal largar coisas assim pela metade e sem avisar é a reprodução pública da minha personalidade negligente desleixada mesmo negligente é por demais sóbrio quando se trata de mim mas é assim eu largo quando enojo troco esqueço assassinado mental sem choro nem missa de sétimo dia e assim larguei mais um blog que pelas minhas contas deve ser o vigésimo mas atendendo as orientações de meu psiquiatra vou buscar em mim ( que coisa cafooona) uma disciplina que nem sei se meu organismo podre de cachaça produz mas é isso a partir de hoje esse blog vai ser um exercício de disciplina
e vai ficar mais chato do que nunca.


estou de fogo de ontem enfim, a noite passou e eu, claro não dormi, não é que dormi mal, tipo nada mesmo de pregar o olho, e hoje ressaca de mix alcoólicos e outras substâncias que não convém escrever em lugares públicos. jogando a real, acho que estou de fogo de uma bebida que deve fazer mais mal que crack eca!


amanhã tudo pode mudar
e sem virgula pesar em pontuação não

quarta-feira, 23 de abril de 2008

a noite do terremoto

Depois desse por do so, dizem que a terra tremeu!


Aqui do Copan nada foi visto, nem sentido, tudo na mais perfeita paz

terça-feira, 22 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

a cada dia

A cada dia me desconheço. Conquisto sonhos, durmo velhas vontades, acordo inexperientes pretensões. A cada dia me estranho amando um estranho. Estranhando um conhecido. A cada dia me descubro e encubro quem sou. A cada dia surpreendo, me assombro, me quebro, reorganizo as desorganizações da minha alma.

A cada dia provoco para o novo.

Quem fui ontem não sou mais, nem sei quem era. Agora sou outro e agora outro já.

Milhões de alter egos libertos, prontas pra serem quem eles vieram ser, como deve ser vivido, a cada dia.

sábado, 29 de março de 2008

Oração

Nossa Senhora da Diversão,

Tenha misericórdia da humanidade, que padece por não saber se divertir.
Oro e me compadeço dos reles tão mortais que não desfrutam de uma boa esbórnia.
Não importa como, nem porque, diversão é divino.

Rogo a Nossa Senhora, proteção aos amigos da minha laia e ao meu marido, fiel seguidor de vossa santidade.

Oro também à sempre presente Nossa Senhora Da Confusão, padroeira do caos, nunca nos falte e não permita que o tédio se aproxime.

E castigue com enfado e mornidão os maldizentes e depreciadores, desses deliciosos dons divinos.

Amém!

Quem aguenta aguenta , que não aguenta toma leite, e dorme cedo.

domingo, 16 de março de 2008

por que as pessoas ditas modernas se enfeiam?

as meninas ficam gordinhas e com cara de meninos, e os meninos magrelos com cara de meninas?

ei isso é legal?


pessoas feias ouvindo música ruim é moderno?

e isso não é nada contra emos, (que até agora não entendi direito o que é) muito menos um papo old school, coisa que não sou...

é só um pensamento que tive voltando pra casa ontem sábado aqui no centro de São Paulo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

me procurando

Consulto cartas e oráculos falhos para ter certeza do que nunca será claramente previsto, quem sou eu. Boêmia, percorro distancias enormes me equilibrando, quase sempre bêbada em saltos altíssimos, bambaleando por ruas que me explicam o que nunca entenderei. Um erro. Uma doença. Uma tentativa. Milhões de cus mandados tomar, tomados e dados. A falta de mim, por vezes torna minha vida insuportável. Gosto de sumir, de mergulhar na minha profunda e íntima solidão, que com seus monstros uivam situações vistas, vividas e as que nunca viverei. Gosto de estar certa, de ter razão, de foder. Falsamente agradável, sou prepotente e violenta. Demente inteligente, saca? Sofrida, curtida, bem comida. E assim as rimas me perseguem como imãs. Delas não me livro, somente na companhia de um bom livro. Bem lido. Sem caráter, choro pelo poema mal escrito, pela noite mal dormida, pelo ensaio de mais um amor perdido. Cocaína. Companhia. Me deixem só com minha solidão, da minha dor sei eu. Hedonista, maniqueísta. Não gosto de meio termo, não sei viver pela metade, gosto do que arde, do que queima, do vermelho, do meu riso convulsivo. Do ódio. Vivo pelo prazer e não meço conseqüências para atingi-lo, faço uso de substancias psicotrópicas, além de drogas ilegais, uso do sexo para seduzir e conseguir o quero, se necessário, eu invento, crio e minto, mas eu consigo.Sou um verme, vestido de São Jorge.Tendo para vícios. Meu carinho é violento, meu amor sedento. Meus pensamentos são permeados por tramas assassinas e orgias fantásticas, sou devassa, despudorada, libertina. Já me chamaram, irresponsável, incontrolável, irremediável, não reconheço valores e julgamentos e se precisar faço te foder. Sou dona de uma fina ironia, um cinismo surpreendente. Eu não tenho vergonha, culpa nem medo.
Eu vou pra cima, eu largo quando enjôo eu não perdôo.
E sim, eu bato em mulheres, crianças e velhinhas.
Senhora de bom gosto, fino trato, e coração de pedra.
Só me acalmo nos braços do meu calvo, lugar onde encontro paz, consolo, e esse tipo de sensações que outrora julguei banais.

Natalia Razuk.
estou sempre com alguém por perto,
misturada
mais do que desejo.
Pessoas me cercam, me procuram e procuram por minha companhia e colóquio
vivo cercada de gente
mesmo assim consigo ser uma pessoa só
talvez tenha desenvolvido esse dom para conservar-me lúcida
cultivo uma solidão tão profunda, íntima
tão preservada que ninguém jamais conseguirá toca-la
talvez nem eu
Mas eu a ouço
escuto os monstros dessa solidão uivando coisas vistas
vividas e
principalmente as que nunca viverei

sábado, 12 de janeiro de 2008

Gosto de ter razão
Gosto de estar certa
Ir ao ponto
Tocar o local onde dói
Machuca e eu cutuco sua ferida
Não desvie o assunto
Gosto de voltar ao ponto
Olhar no olho e dizer
Eu avisei

Gosto de foder
Do ato
Gosto da foda
Abrir minhas pernas e
Oferecer-te minha vagina quente longa e úmida
Gosto de te dar prazer
Gosto de dar
Receber seu sêmen como se fosse minha cota de proteína
De força
Olhar no olho e não dizer
Saber que foi bom
Pra mim
e
Pra você

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

mais uma de uma noite insone

Meu amor é infantil
Sou imatura
Casca dura
No fundo sou pura
Mas no raso
Eu arraso, caso descaso
Me enlaço
Faço troca
Boboca
Não sei ouvir não, isso é sinal de ingratidão
Eu teimo, bato o pé no chão
Eu amo como criança
Como quem dança
Faço manha
Amanha chegou
Eu nem dormi
Nem rimei
Nem te amei

domingo, 9 de dezembro de 2007

mais do memso

Ana
tem na boca o veneno incoercível da serpente
Um riso convulsivo
Forte, lascivo
Suas palavras causam tamanha inquietação
Talvez só similar à sensação da morte
quando esta se aproxima


Olhos negros
Olhar profundo
Ameaçador
Provoca febre
Tremor
Ainda sim
é aconchegante
Suas olheiras profundas são como redes
Onde se pode deitar e descansar


Vulcânica
Intensa, mordaz
A raiz de toda dor
A negra raiz do mal


Espuma
Explode
Escapa


Ana estava feliz um dia antes de morrer
Morbidamente feliz

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Um sabor amargo desceu por minha garganta
Fel ódio ciúme
Sinto o gosto do cheiro de um perfume barato na sua roupa
Repugnância repulsa
Remôo
E reluto
Reluto em acreditar no que está sendo atirado a cada minuto na minha cara
Você não me quer mais
Você me odeia
Posso sentir o cheiro do seu desprezo
E ver a cor do seu desdém

– quase púrpura –

Mas sei que sou culpada
Não sei que mal se apodera de mim
E como de costume construo o desamor em todos que metem-se em mim
(com duplo sentido, certo)
É o que me foi mandado
Provocar o ódio naqueles que um dia me amaram
Ou que pelo menos tentaram



Sei que sempre fui só
E acho que meu ser se acostumou a esse desterro
Devo afugentar pessoas
Enxota-las da minha vida
A solidão já se apoderou de mim de tal forma
Que sem querer destruo todas as minhas relações
Esse espírito de porco que me domina me faz ser só
Talvez por medo.
Talvez por tristeza
Talvez por hábito
Ou infortúnio
terei que acreditar que sou uma pessoa maldita, miserável, marcada
Uma alma maléfica
Uma mente diabólica
Um coração das trevas
Que esta condenada a viver sozinha
E morrer nesse deserto





E agora você
Minha ultima expectativa de ser feliz
Minha ultima tentativa
chega em casa cheirando perfume de quinta
Olha-me com pena
E dorme sem me foder
Cadê o desejo que outrora tomava conta de você?
Então vá
Pode ir
Estou acostumada a minha solidão
A minha dor
Na verdade temo perde-las
Estou acostumada a conviver com elas


Minhas parceiras



Com amor
Ana
desistindo de todas as tentativas de amar


Só sei viver só



“vivemos como sonhamos, sozinhos”Joseph Conrad
Coração das trevas